Confira a entrevista com a cantora Sumara Santos: GMC: Você já nasceu em um berço cristão? Não, nasci no espiritismo, fui criada com minha mãe e avó que freqüentou o centro espírita por 40 anos como “corimba”, minha mãe foi criada no espiritismo meus tios e evidentemente eu também. GMC: Como foi sua conversão? Quando tinha 6 anos de idade, na rua onde moro, fizeram uma escola bíblica de férias e convidaram todas as crianças da rua. Quando todas já estavam reunidas lá, perguntou-se se todas as crianças estavam ali, e minha vizinha (uma das organizadoras) respondeu que faltava uma de nome Sumara “mas a vó dela é muito chata” disse, pois minha vó (espírita) detestava os crentes. Criaram coragem e foram me convidar dizendo estrategicamente que íamos ter um banquete, pois se dissessem que se tratava de alguma coisa cristã minha avó certamente não deixaria. Lá, realizaram fantoches, aula bíblica, onde aprendi meu primeiro versículo: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor...” (Atos 3:19). Bem, já voltei para casa com Jesus em meu coração pois quando fizeram o apelo, fui uma das que levantei minhas duas mãozinhas aos seis anos de idade. E aí, só benção, trouxe todo mundo de casa para a igreja, não foi fácil, mas hoje estão todos lá. GMC: De qual ministério você faz parte? Assembéia de Deus Ministério Belém de Guarulhos - Pastor Jose Wellington. GMC: De tudo que se toca na maioria das igrejas, você diria que são músicas "Evangélicas" ou "Gospel"? Bem, é difícil dizer pela variedade de estilos diferentes que existem. Outros para não dizerem que são crentes preferem dizer que são gospel. GMC: Das "megas," "ultras," "super" produções que são feitas hoje, o que de proveito desses treabalhos são interessantes para igreja? Muito pouco do que se produz acaba podendo ser usado nas igrejas de um modo geral. GMC: Como foi seu chamado para este ministério de música? Desde pequena ouvia muito rádio “Eli Correa,” “Paulo Barbosa” e minha mãe e avó eram costureiras e então eu sentava em cima das máquinas e cantava as músicas que ouvia. Até quando um dia uma dirigente do círculo de oração, começou a trabalhar conosco na oficina, e me ouviu cantando, e disse que me traria um presente, depois de alguns dias ela trouxe um disco da Vaninha “Sorriso Alegre,” em dois dias aprendi todas as músicas do LP. Após ter aprendido a cantar, ela acertou com o pastor para me apresentar na igreja, e na primeira vez que fui já estreiei cantando e isso tudo de seis para sete anos. Enfim o pastor adorou e me chamava em todos os cultos para cantar. Isso foi muito bom no começo pois minha vovó só ia à igreja para me ouvir cantar e com isso ia recebendo a ministração da Palavra. GMC: Você toca algum instrumento? Arranho um pouco de bateria. GMC: Você possui outros trabalhos além do "A Hora de Deus?" Tenho o primeiro que é “Deus vai te erguer.” GMC: De todas as faixas, qual a que mais mexe com você? Certa vez, a dois anos atrás, minha mãe havia se acometido de um infarto, e eu estava em viajem quando á noite recebi um telefonema de meu irmão dizendo que mamãe estava internada em estado grave. Acordei a todos na casa de um pastor onde estava hospedada e voltamos às pressas para São Paulo. Nessa época, eu estava preparando o repertório da “Hora de Deus.” Eu pedia a Deus incessantemente que Deus a curasse. Numa oportunidade, em que fui á uma igreja, uma irmã me pediu que cantasse um hino chamado “Além da medicina,” eu estava muito angustiada, e só chorava e a igreja chorava comigo durante a canção. Quando terminei o hino, expliquei a igreja que mamãe estava internada e a igreja na hora, levantou um clamor maravilhoso e no final do culto o pastor me chamou e disse: “pode confiar que sua mãe está bem.” Quando chegamos em casa, tivemos a notícia: “minha mãe estava de alta médica.” Sumara Santos maio / 2009