Confira a entrevista com o Grupo Altares, de São José dos Campos - SP, o grupo sofre uma forte influência da soul music, o que permite que os quatro formem uma agradável mistura de vozes.

GMC: Fale sobre as novidades do grupo para 2014.
Temos alguns projetos. Estamos selecionando musicas para um novo cd e temos um convite para uma temporada nos Estados Unidos. 
 
GMC: Qual foi o momento mais marcante da carreira do grupo?
Tivemos muitos momentos marcantes nestes 13 anos de ministério. Mas destacamos 2 . Fomos cantar em um conjunto habitacional bastante pobre em Camos do Jordão, acredito que em 2005. Anos depois, em uma igreja, uma mulher veio falar conosco e disse que naquela noite ela estava naquele conjunto e tinha  planejado se matar. Mas quando ele ouviu as músicas, Deus falou ao seu coração e agora ela tinha se entregado a Jesus. Um outro momento marcante foi, salvo engano, em Santos. Após cantarmos, uma senhora se aproximou de nossa mãe e entregou uns 2 reais mais ou menos. Ela disse que aquele era o único dinheiro que tinha no momento e era para o ônibus. Ela disse que Deus tinha mandado ela entregá-lo a nós e que naquele dia, ela deveria voltar a pé para casa. Aquilo nos tocou demais e nos fez refletir que quando você está em um ministério, deve ter zêlo dobrado com o dinheiro que recebe. Pois muitas vezes aquele dinheiro pode ter vindo das mãos de uma viuva pobre, que entregou tudo o que tinha.

GMC: E quais as maiores dificuldades que enfrentaram?
Ah, dificuldades nunca faltam. rsrs. Tivemos a perda de nosso pai e lider do grupo em 2009, após uma luta de 2 anos contra um câncer. As vezes temos dificuldades em completar nossa agenda, por não sermos assim, tão conhecidos. Enfim, como disse, dificuldades nunca faltam, mas também nunca faltam a mão e o cuidado de Deus nos guiando, direcionando e nos ajudando a passar por todas elas.

GMC: Atualmente grande parte dos cantores e bandas estão sempre em contatos com os fãs (facebook, twitter, istagram...) O que acha dessa interação?
Não sei se fã é a palavra mais apropriada. Preferimos dizer que são pessoas que gostam e admiram nosso trabalho, nossas músicas. São nossos amigos. Muitos deles nos receberam em suas casas quando estivemos em suas igrejas. Mas acreditamos ser importante este contato direto que podemos ter através das redes sociais. É uma maneira das pessoas dizerem o que pensam sobre nós e também de se manterem informadas sore o que está acontecendo no ministério.

GMC: Como você vê a música gospel neste momento no país?
Vemos com muita preocupação. Acreditamos que as pessoas, em sua maioria, não querem ouvir letras que falem da exaltação ao nome de Deus. Musicas que simplesmente louvam suas qualidades. Parece que há uma necessidade de se ter músicas onde o homem é o centro e Deus é apenas um coadjuvante, agindo por trás para que os desejos do coração dos homens sejam realizados.
Parece também que há uma necessidade por "artistas" no sentido performático da palavra. Se o cantor não tiver uma roupa, cabelo, ou trejeito diferente, se não for um tanto quanto inacessível, não desperta o mesmo interesse nas pessoas do meio cristão.  Aparentemente há uma perda de foco com relação a isto.
   
GMC: O que gostam de ouvir nas horas vagas e que dicas de CDs você poderia dar para os leitores do Gospel Music Café?
Há muita variedade. Uns gostam de Rock, outros de instrumental, outros mpb e outros musica negra e pop americana.
   
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