Confira a entrevista com o produtor Jessé Sadoque, que comenta sobre novo álbum de Marcelo Santos da CPAD Music, que está quase finalizado, e também nos fala sobre seu ministério, carreira como músico da OSB e o trabalho como produtor.

Por Ana Santos - CPAD Music


GMC: Fale-nos um pouco sobre seu inicio de carreira como músico, a influencia de seu pai, os primeiros anos na Orquestra Sinfônica Jovem, etc.
Comecei a tocar alguns instrumentos de percussão na orquestra da igreja que meu pai regia, quando tinha cerca de oito anos de idade. Nessa mesma época comecei a estudar teoria musical com meu pai, que sem dúvida foi a maior influência para que me tornasse músico. Nossa casa respirava música. A primeira coisa que ele fazia quando chegava em casa, era por um disco na vitrola, sempre música clássica ou jazz. E aproveitava qualquer tempo que tivesse disponível para estudar seu trombone.Na Orquestra sinfônica Jovem do Rio de janeiro, comecei a tocar aos 12 anos, quando já estava estudando com um trompetista americano, que era o 1o trompetista da Orquestra Sinfônica Brasileira, dois anos depois, em 1987, fiz concurso e entrei para a OSB .

GMC: O senhor já tocou para grandes artistas seculares como Chico Buarque, Djavan, Ed Mota, João Bosco, Marisa Monte, Roberto Carlos, Toquinho entre muitos outros. Como essa experiência influencia em seu trabalho no segmento gospel?
Acredito que a experiência que venho alcançando durante minha vida de músico na MPB, serve para que eu possa evoluir artística e tecnicamente. Procuro aproveitar os elementos que se encaixam na música gospel, além de trazer um nível técnico e artístico mais apurado para nossa música na igreja. A música feita para Deus, deve ser feita com os melhores ingredientes, espirituais e técnicos. Quando o Pastor prega, escolhe as melhores palavras que conhece, veste-se da melhor maneira possível, usa o melhor equipamento de som disponível. Como músico da igreja, procuro realizar minha tarefa da mesma maneira.
 
GMC: Como teve inicio sua carreira como produtor? Fale-nos um pouco sobre os trabalhos já produzidos
Fui diretor musical da banda de Ed Motta por alguns anos, e durante esse período, venho trabalhando como arranjador para alguns artistas da MPB - Marcos Valle, Lenine, Jorge Vercillo, Jota Quest. No gospel, gravei também com alguns cantores e grupos, como Kleber Lucas, Cristina Mel, Ministerio Apascentar, Discopraise, entre outros.
 
GMC: Qual a principal diferença entre trabalhar numa produção participando como músico e ter que produzir , dirigir outros músicos, talvez até colegas de orquestra?
O que muda é a responsabilidade de conduzir a realização do trabalho. A tarefa do músico é chegar na hora marcada e tocar. O produtor cuida da elaboração do trabalho, escolhe os colegas com quem vai trabalhar, o local da gravação, o engenheiro de áudio, faz os arranjos ou escolhe arranjadores ... Além dos muitos outros detalhes que resultam no que será a personalidade do trabalho.
 
GMC: O senhor está produzindo o novo trabalho do cantor Marcelo Santos. Quais são as expectativas sobre este trabalho?
Quando o Marcelo me procurou, ele já tinha uma idéia do que esperava para este álbum. Ele queria um disco em que os instrumentos de sopro tivessem participação efetiva. Nós dois crescemos na igreja e temos muitas influências e conceitos em comum, sobre o caminho da música na igreja, este álbum será reflexo disso.
 
GMC: Como tem sido o trabalho com Marcelo Santos em estúdio? Quais as novidades que podemos esperar do ministério dele para o CD Paradoxo?
Marcelo além de um ótimo cantor é também um ótimo compositor. Creio que as nossas idéias sobre as músicas, foram convergentes em quase todo o projeto, o que tem sido bastante produtivo, e temos visto a aprovação de Deus em tudo. O disco contém onze canções originais, sendo que duas delas são de minha autoria, e a regravação de um grande sucesso da década de 1970. Este álbum terá uma sonoridade voltada para o que seria um grupo de música tradicional de uma igreja, com sopros, vocais, etc. Acredito que o povo de Deus que está voltado para o trabalho de música irá se identificar bastante em vários aspectos deste trabalho.

GMC: Sobre as composições de sua autoria, fale-nos um pouco delas.
Esses hinos vieram sem o compromisso de compor, inspirações naturais. Como não trabalhei tanto no mercado Gospel, fiquei com elas guardadas. Quando eu e Marcelo conversávamos sobre o projeto, mostrei esses hinos, pois acreditava que se encaixariam no perfil do Marcelo. Ele gostou muito e quis aproveitar. Acho que tudo aconteceu no tempo de Deus.
 
GMC: Deixe um recado para quem acompanha nosso site.
Esse álbum levará a proposta muito sincera de agradar a Deus e espero que realmente ele se torne caminho de bênçãos para todos que o ouvirem; assim como tem sido para aqueles que estão trabalhando nele, pois nossa vida ganha sentido quando Deus é o objetivo principal dela, e todas as outras coisas são acrescentadas então.