O Trio Kharis iniciou suas atividades em meados de 2002, quando três amigos uniram-se para formar um trio masculino, saiba mais na entrevista: GMC: Como, quando e onde começou a história do Trio Kharis na música? O sonho de formar um trio masculino nasceu inicialmente de uma amizade entre três cantores: Fábio Brasiliano, Raphael Souza e Sérgio Saint. Não tínhamos a pretensão de gravar um álbum inicialmente, mas sentimos a mão de Deus direcionando todas as etapas da vida do Trio, desde a formação e entrosamento dos integrantes até a seleção do repertório. Esse processo ocorreu em meados de 2002/2003, e o álbum foi lançado em 2004. Cada um dos integrantes já possuía um background musical, o que agregou em muito na riqueza musical deste primeiro trabalho. Mesmo sem a participação efetiva do Sérgio Saint como integrante do trio (que priorizou sua carreira solo na época), seus conselhos e dicas foram muito úteis e somaram-se ao entusiasmo de Fábio William, que o substituiu no Trio. GMC: Para quem ainda não teve oportunidade de ouvir o seu CD, falem-nos um pouco sobre ele. De qual música que vocês mais gostam? O CD foi produzido pelo próprio trio, com a participação de diversos amigos em todo o processo criativo do álbum. Entre eles, podemos mencionar: Álisson Melo, Samuel Lóia, Regiane Kafler e Sérgio SAAS. Creio que a nossa música preferida seja a canção “Filho Pródigo”, na nossa opinião, uma das canções mais lindas de todos os tempos. GMC: Qual o critério utilizado para a escolha das músicas? A palavra “Kharis” é de origem grega e significa “graça”, e queríamos cantar sobre isso. Quem escutar o álbum verá que todas as canções falam do amor de Deus por nós e de nosso profundo agradecimento por todo esse amor estendido à nós. Uma outra característica do álbum é a grande mistura de estilos no repertório. Nós temos canções com forte influência do jazz e da música black, bem como canções tradicionais e contemporâneas, entre o pop e o pop/rock. GMC: Quem é hoje, no Brasil, exemplo e referência no que se refere a louvor e adoração? Quais são as principais influências do Trio Kharis? Cremos que nunca houve no Brasil uma popularização e uma aceitação por parte de todos os públicos da música evangélica em geral, e isto se deve ao trabalho de muitos ministros dedicados que abriram caminho para toda uma geração de músicos. Podemos citar alguns como João Alexandre, Grupo Prisma Brasil, Grupo Som & Louvor, Alessandra Samadello, Fernando Iglesias, Cristina Mel, Aline Barros, entre outros. O trabalho destas pessoas definiu o mercado fonográfico evangélico de nossos dias. Respondendo à outra questão, as principais influências do Trio Kharis são: Arautos do Rei, Leonardo Gonçalves, Sergio SAAS, Gaither Vocal Band, Michael English e o trio Phillips, Craig & Dean. GMC: O que é mais importante, técnica ou unção? O músico pode ter as duas características? A maior dificuldade de um músico cristão é dosar estes dois aspectos: técnica e unção. Se nos apoiamos demais em um deles, podemos apresentar falhas no outro. Uma coisa é certa: quanto mais próximos de Deus estamos, mais perfeita será nossa adoração, e a vontade de fazer o melhor pra Deus reflete nosso relacionamento e temor à Ele. Jesus certa vez disse: tudo o que te vier à mão, faze-o conforme as tuas forças. Tentamos seguir esta recomendação, usando ao máximo os recursos e oportunidades que temos em mãos, e deixando o impossível nas mãos de Deus. GMC: Quando um trabalho é reconhecido por sua qualidade, é natural que se obtenha sucesso por meio dele. Por outro lado, a arrogância de se tornar famoso também é bastante comum. Qual a sua opinião sobre isso? Existe muita competição entre os cantores evangélicos. E isso é muito triste. Deveríamos trabalhar numa união, com ajuda mútua entre os ministérios, pois todos trabalhamos por uma mesma causa: levar Jesus para as pessoas. Todos temos um objetivo comum, então porque não trabalharmos juntos para atingi-lo? A fama é o reflexo da influência do seu trabalho sobre a vida das pessoas, e esse é o aspecto mais importante de um ministério. Por mais que se gastem rios de dinheiro em marketing e divulgação, o verdadeiro resultado está dentro do coração das pessoas. E isso não se mede em quantidade de cd’s vendidos ou em quantas vezes nossa música toca numa rádio. O trabalho como ministros musicais é para a eternidade, e só saberemos se fomos bem sucedidos no céu. GMC: A pirataria tem aumentado muito nos últimos anos. O que você tem a dizer sobre isso? Assim como todos os aspectos de nossa vida e sociedade, as coisas evoluem, aprimoram-se. A pirataria chegou e pegou a todos de surpresa. Temos agora que repensar a maneira de trabalhar no meio fonográfico. Não acreditamos na extinção do CD, mesmo porque, não são todas as pessoas que tem acesso à compra de música na Internet, sobretudo em nosso país. Além disso, usando como exemplo os discos de vinil, o CD cada vez mais tem sido adquirido por aqueles que realmente apreciam os artistas e suas canções, e não há nada mais gratificante para um artista que saber que alguém quer realmente prestar atenção naquilo que ele está dizendo. A pirataria mostrou quem são os verdadeiros apreciadores de música: aqueles que acreditam no trabalho do artista e o apóiam comprando seus produtos. Como cristãos é imprescindível, até obrigatório, que apoiemos nossos irmãos que levam a mensagem ao mundo através da música. GMC: Quais sãos os seus projetos para o futuro e o que podemos esperar do seu ministério para 2009? Talvez tenhamos algumas surpresas em 2009. Temos o sonho de lançar um segundo álbum, porém, precisamos de algumas definições e respostas de Deus. Vamos aguardar... maio/2009