Depois de muitos anos de banda, efetivamente vocês caíram na estrada somente nos últimos anos. Como tem sido essa experiência totalmente nova? 
 Muito Boa. São quase 24 anos de banda e muitas histórias de muitas pessoas que sempre ouviram Resgate, são inéditas pra nós. Estamos conhecendo muita gente, e matando a vontade do pessoal que sempre ouviu, e agora pode ver a banda.
 
O público do Resgate hoje é bastante amplo, vai de adolescentes a quarentões, às vezes até um pouco mais além. A que você credita o sucesso da banda para públicos tão distintos? 
 Acho que é o tempo. Estamos há muito tempo na ativa. Meu filho hoje vai comigo ver shows de bandas que eu gosto desde a adolescência e ainda estão na ativa. Meu filho gosta das coisas que eu gosto, e como as bandas estão na ativa, duas gerações curtem juntas. Acho que com o Resgate é igual. É comum ver nos shows o pai e o filho juntos curtindo o som. Mas tem uma segunda coisa importante, o Resgate continua sendo uma banda de Rock como sempre foi. Quando os componentes de uma banda envelhecem e o som deles envelhece também, automaticamente seu público envelhece junto e os mais novos acabam não curtindo. Acho que nossa música não envelheceu com o tempo, os mais novos ouvem e curtem.
 
O último álbum "Este Lado para Cima" vem recebendo excelentes críticas. Conte-nos um pouco mais sobre esse projeto.
É um álbum mais à moda antiga, com a saída do Dudu resolvemos por uma sonoridade mais crua, na gíria paulista, mais “pauleira”.Quanto às letras, acho que mantivemos nossa linha. Tem um pouco de bom humor, um pouco de evangelismo e uma pitada de denúncia e contestação. É difícil falar de forma geral, não temos o hábito de projetar temas e linhas de raciocínio nas letras, nas composições. Acho que vai acontecendo e vamos juntando material, depois lapidamos, escolhemos as músicas que achamos melhores e assim vai.
 
Além do trabalho artístico, vocês estão muito envolvidos no trabalho ministerial, pastoral. Como tem sido conciliar estas atividades simultaneamente? 
É só uma questão de agenda. Dia de domingo sempre estamos na Igreja, isso é inegociável. As datas de eventos da Igreja são reservadas e não aceitamos convites, no resto, é cair na estrada.
 
Analisando o ano de 2012 quais foram as grandes experiências deste ano e quais as expectativas para este novo ano que se inicia?
Não me lembro de nada muito especial, mas tenho certeza que o fato de termos 24 anos de banda, o fato de sermos um segmento dentro do segmento, o fato do Rock ter um espaço pequeno, e de sermos quarentões e ainda ter gente que gosta de ouvir Resgate, e convida o Resgate pra tocar, pra mim é a grande experiência... rsrsrsrs – “Alive and Kicking!” 

Fonte: Sony Music Gospel