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Em 2009, participei de um evento na Bahia com a presença de pessoas de vários países da América do Sul. Bem nesse tempo, a Influenza A (H1N1), a famosa “gripe suína”, estava assustando todo mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, nessa fase mais de duas mil pessoas já tinham morrido no planeta vitimadas pela doença, sendo 85% dos casos só na América Latina. Bem, nem precisa dizer que eu estava com aquele frio na barriga. 

Algumas pessoas, por precaução, andavam de máscara – o que causava certo medo. Pior foi quando um caso de H1Ni foi confirmado num argentino. Mas na verdade, o pior mesmo foi quando eu passei a ter os sintomas. Fiquei os três últimos dias do evento bem mal. Febre alta, cansaço, dor de cabeça, e até vômito constante, que é um sintoma raro, mas presente em casos de Influenza A. O hospital da região não tinha nenhuma condição para avaliar o caso. Na volta para o interior de Alagoas, onde eu morava na época, tive que parar no meio da viagem para ser internado. 

Fiquei num hospital particular em Aracaju, Sergipe. Cheguei a ir a um hospital público, único lugar em que estavam disponíveis as vacinas, mas informaram que só estavam tratando dos casos terminais! (Pelo menos eu não era um desses casos). Fiquei dois dias nesse hospital. Fiquei sozinho. E numa situação como essa, tudo passa pela cabeça. E se realmente fosse a tal H1N1? Meus pais, que moram no Rio Grande do Sul, ligaram para uma médica que conheciam lá em Aracaju, a dra. Lílian. E ela foi me ver. A dra. Lílian foi muito atenciosa comigo. 

A primeira coisa que me mandou fazer foi tomar banho (ótima ideia!). Também pediu que trouxessem mais comida. Mas o melhor que ela fez pra mim foi recitar um salmo. Sim. Recitar um salmo que eu tantas vezes tinha lido, tinha ouvido… Mas naquele momento aquele salmo fez diferença na minha vida. Era o salmo 91… Nada descreve a paz que eu senti naquele momento. Até hoje não sei qual realmente foi o problema que tive, mas o que sei é que senti o Senhor bem perto de mim. Parece que aquele salmo tinha sido escrito para mim. E na mesma hora eu pensei: “Eu preciso fazer uma música com esse salmo”.